terça-feira, 30 de junho de 2009
Once upon a time...
Temos vindo a falar de crise neste blog e por falar nisso, vejam estes textos tão actuais:
"...The real barrier of capitalist production is capital itself. It is that capital and its self-expansion appear as the starting and the closing point, the motive and the purpose of production; that production is only production for capital and not vice-versa, the means of production are not mere means for a constant expansion of the living process of the society of producers."
"The last cause of all real crises always remain in poverty and restricted consumption of the masses as compared to the tendency of capitalist production to develop the productive forces in such a way that only the absolute power of consumption of the entire society would be their limit..."
"...Concentration increases simultaneously, because beyond certain limits a large capital with a small rate of profit accumulates faster than a small capital with a large rate of profit. At a certain high point this increasing concentration in its turn causes a new fall in the rate of profit. The mass of small dispersed capitals is thereby driven along the adventurous road of speculation, credit frauds, stock swindles, and crises."
"Capital, land, labour! However, capital is not a thing, but rather a definite social production relation, belonging to a definite historical formation of society, which is manifested in a thing and lends this thing a specific social character. Capital is not the sum of the material and produced means of production. Capital is rather the means of production transformed into capital, which in themselves are no more capital than gold or silver in itself is money... Here, then, we have a definite and, at first glance, very mystical, social form, of one of the factors in a historically produced social production process."
Texto com 207 anos, de um então Presidente da América:
«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo num continente que os seus pais conquistaram»
Thomas Jefferson,1802
Publicada por apcastro à(s) 19:35 0 comentários
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Comprimento médio do pénis português é de 15,82 centímetros
por
Sandra Moutinho* 26 Fevereiro 2007
O falo, principalmente o português, é a personagem principal do livro do sexólogo Nuno Monteiro Pereira O Pénis - da Masculinidade ao Órgão Masculino, acabado de lançar pela editora Lidel, com o qual o leitor fica a conhecer vários estudos sobre a identidade, o culto e as características deste órgão.
Trata-se de investigações que revelam, por exemplo, como andam insatisfeitos alguns homens portugueses com o tamanho do seu órgão sexual, mesmo que em algumas situações não existam razões (ou seja, tamanhos) que o justifiquem. Outras há que as legitimam e exigem mesmo intervenções, do foro médico e psicológico.
Nuno Monteiro Pereira sintetiza nesta obra a investigação realizada sobre a dimensão peniana do homem português, concluindo que o comprimento médio do pénis português é de 9,85 centímetros, quando flácido, e de 15,82 centímetros, em estado erecto.
Na sua pesquisa, Nuno Monteiro Pereira confirmou o mito popular que atribui um pénis maior aos homens de raça negra, já que estes possuem, em média, um falo com 11,90 centímetros, em flacidez, e 17,64 centímetros em estiramento (alongado).
Pelo contrário, o especialista deitou por terra "o mito popular de que os homens mais baixos possuiriam um pénis maior", pois os mais baixos contam com menos centímetros (também no falo) do que os altos, da mesma forma que os mais gordos "possuem uma dimensão peniana inferior aos homens mais magros".
Os pénis têm, contudo, muitos mais tamanhos e feitios. Há o micropénis (6,2 centímetros flácido e 10,9 centímetros em estiramento), o pénis pequeno (entre 6,3 e oito centímetros em flacidez e 11 e 13 cm em estiramento), o pénis normal (entre 8,1 e 11,7 cm em flacidez e 13,1 e 17,2 cm em estiramento), o pénis grande (entre 11,8 e 13,5 cm flácido e 17,3 e 19,4 cm em estiramento) e o mega-pénis, com mais do que 13,6 cm flácido e mais do que 19,5 cm em estiramento.
Existem pénis em Portugal com todos estes tamanhos. Contudo, apenas um por cento da população (cerca de 50 mil portugueses) possui um megapénis, e muitos gostariam de o não ter. Já pénis exagerados (cujo perímetro em flacidez ultrapassa os 11,6 centímetros) encontram-se em 4,8 por cento da população masculina (240 mil portugueses).
Nuno Monteiro Pereira esclarece que "o excesso de dimensão peniana tem alguns inconvenientes". "O coito entre uma mulher com vagina curta ou estreita e um homem com o pénis volumoso pode ser difícil e bastante doloroso, especialmente para a mulher", afirma.
Em alguns casos, existe uma relação directa entre o grande volume peniano e a disfunção eréctil e é nestes casos que os homens com megapénis recorrem ao médico com vista à correcção da anomalia. É, contudo, muito mais comum o recurso à medicina pelo motivo oposto: um pénis pequeno de mais. Para os médicos, no entanto, só o micropénis e o pénis pequeno é que tem morfologia anómala e devem, por isso, receber intervenção clínica. Em Portugal, existem 180 mil homens com micropénis (3,6% da população), enquanto 18,3% (915 mil) têm o pénis pequeno.
Nuno Monteiro Pereira deixa ainda neste livro outro número curioso: mais de um quarto dos homens adultos portugueses já mediu o pénis erecto. *Jornalista da Agência Lusa
Publicada por Carlos Vinagre à(s) 12:25 1 comentários
Etiquetas: carlos vinagre, Sociedade
domingo, 28 de junho de 2009
"O PAI DA DEMOCRACIA" MOSTRA A SUA VERDADEIRA FACE
Publicada por Lourenço das Neves à(s) 15:46 0 comentários
Etiquetas: Ícaro Sebastião
sexta-feira, 26 de junho de 2009
PAÍS DO MEDO À FORÇA
Novo ataque à democracia por parte do sr "filósofo" que após resultado eleitoral para o parlamento europeu, chegou à triste conclusão que a culpa foi da TVI, então num rasgo de inteligência, à qual já nos habituou, servindo-se dos dinheiros de todos nós através de uma empresa do Estado como a PT Comunicações, tenta comprar 3o% da TVI na tentativa da acabar com os ataques à sua digníssima pessoa para ter melhores resultados nas próximas eleições. Será que o povo Português está tão tapado e embrutecido que não vê o clima de medo e perseguições que o sr "filósofo" acobertado pelo nome democracia tenta a todo o custo impor no nosso País. Desta vez até o sr "não comento" se dignou comentar na tentativa de alertar este povo adormecido.
Publicada por Lourenço das Neves à(s) 02:23 1 comentários
Etiquetas: Ícaro Sebastião
domingo, 14 de junho de 2009
Islamic, Muslim Demographics
Publicada por Eduardo CardoZo à(s) 14:10 0 comentários
Etiquetas: Eduardo Cardozo
sábado, 13 de junho de 2009
Fim de Um Projecto
Publicada por Carlos Vinagre à(s) 05:17 0 comentários
Etiquetas: kronos
terça-feira, 9 de junho de 2009
SUCESSO FILÓ CAFÉ "A DOENÇA" DIA 06JUN2009 ESPINHO
Sim meus amigos o Filó Café foi um sucesso, parabéns para os seus anfitriões Carlos Filipe Vinagre e Alberto Augusto Miranda. A minha humilde participação passo a transcrevê-la na íntegra:
- "Este País está doente pois os seus alicerces estão assentes em três pedras tumulares que são: 1ª A Inveja, 2ª O Medo e 3ª A Bajulação.
Depois os seus derivados directos: Da 1ª O Egoísmo, O Cinismo e a Hipocrisia, Da 2ª A Fobia, O Pessimismo e o Terror e Da 3ª A Perseguição, A Mentira e a Traição.
Mas será que também eu estarei doente sem o saber já que ainda tenho um grande optimismo em que um dia tudo vai mudar para melhor?"
Com esta interrogação no ar Ícaro Sebastião finalizou a sua participação e foi com grande satisfação que viu toda a gente naquele espaço (pequeno demais para tanta adesão) a anuir com o seu pensamento, somente o "Grande" Alexandre Teixeira Mendes acrescentou algo de novo mas deixou bem claro que estava de acordo com o Ícaro Sebastião, para grande satisfação e honra deste último.
Publicada por Lourenço das Neves à(s) 03:47 1 comentários
Etiquetas: Ícaro Sebastião
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Eu andava um pouco confuso. Tinha duvidas relativamente à pronuncia dada a certo nome de um jovem senhor. Pelos vistos há mais um iluminado ( como eu ): Senhor Dias Ferreira.
Ah pois é! Tive um grelhador " Tristar " que era fabuloso! Grelhava e grelhava.. Incrivelmente também me fazia tostas mistas... Enfim.. Faleceu e a minha vida nunca mais foi a mesma... O meu conselho: Estimem o vosso grelhador enquanto o têm convosco!! Um dia mais tarde perceberão o que estou aqui a dizer...
Publicada por Fabiano Micael à(s) 18:38 1 comentários
Em tempo de Eleições...
Domingo há eleições para o Parlamento Europeu, importante orgão para o funcionamento da União Europeia. E em tempo de eleições lá vai o povinho votar para uma mudança vigorada em promessas de um futuro promissor. Mas em concreto quais são as grandes alterações propostas pelos diversos candidatos?
Nos passados dias temos visto e revisto os vários candidatos, a volta de Portugal, a promover a sua imagem e o seu plano para as Europeias. Numa época de crise na União Europeia e no Mundo, não vejo em nenhum dos candidatos previsões de grande mudança. Basicamente o que tenho visto nas televisões públicas é que os nossos políticos têm o chamado Síndrome do político português, ou seja, acusar os outros de tentarem danificar o seu bom nome ou de falarem mal da sua campanha.
Numa época de desespero e dificuldades para a Europa, não vejo grande mudança planeada pela comunidade. Inglaterra debate-se com a fragilidade do governo de Gordon Brown; França envolve-se numa trágedia e a ameaça de saída de alguns países, um deles a Irlanda . . . A União Europeia não tem dado resposta aos apelos movidos pelos cidadãos europeus, que buscam uma mudança nestas eleições.
Não sou estudante de Economia e por isso peço desculpa se me equivocar e errar no que vou dizer a seguir. Própria reconheço que a Comunidade deveria adoptar medidas proteccionista, querendo dizer que, deveria assegurar o pouco mercado que resta, protegendo a sua indústria; criar barreiras, as tais pseudo barreiras que nunca foram criadas face ao crescimento das exportações de mercadoria proveniente da China no mercado europeu; criar nova indústria e consequentemente estimular o crescimento da economia; e por último garantir empregos, devendo, talvez, fechar as portas a imigração. Esta imigração ilegal começa a pesar numa Europa que não consegue corresponder a sua própria comunidade.
Buscar ao passado uma lição de alteração do futuro. E se na política só há um vencedor, então seja quem seja, só espero que façam o seu melhor, independentemente do País, da língua, da cor, de tudo.
Por último gostava de dizer: "Estamos na era da Robótica, a Humanidade vende-se por meia dúzia de tostões e no final somos apenas . . . nada!"
Publicada por apcastro à(s) 13:36 2 comentários
terça-feira, 2 de junho de 2009
Das capacidades inerentes do ser humano
Após estar a reler alguns textos deste blog chego à conclusão que nada tem a dever a muitos dos espaços que andam por aí perdidos a falar de actualidade e coisas que tais, antes pelo contrário. Os colaboradores deste espaço já provaram por A+B serem pessoas com um enorme sentido crítico e de grande qualidade no que concerne ao que se vai passando não só na nossa sociedade mas também noutros cambos essências para compreendermos o nosso tempo. Qual o objectivo do Complexus? Para mim esse mesmo: Compreender o nosso tempo.
Como disse anteriormente os membros deste espaço nada ficam a dever aos senhores "mais velhos" que vão falar todos os dias para a TV e escrevem nos jornais e, consequentemente dizem as maiores barbaridades; algumas delas dignas de deixarem de boca aberta uma criança de 10 ou 12 anos. Apesar de tudo gostava de criar um espaço mais envolvente com mais discussão sobre os temas, resumindo: acho que colocar aqui os textos e dizer "até à próxima" não é a melhor forma de levar um blog. Não estou naturalmente a querer com isto culpar ninguém que não seja eu próprio porque estou aqui cheio de moral a falar mas devo dizer (e todos vós sabeis) que o meu contributo em termos de comentários se não foi zero deve ter andado lá perto, não obstante julgo que vamos sempre a tempo de mudar e acho a partir de hoje vou tentar redireccionar e aumentar o meu contributo neste blog com mais comentários assim como (se possível) mais textos. Como pessoas que somos com capacidades (e sabemos disso mesmo) devemos mais é potencializar as mesmas.
Espero que este texto não seja visto de forma negativa. Não é, nunca foi nem nunca será minha intenção dizer a terceiros como devem orientar a sua escrita bloguística, estou apenas e só a dar um ponto de vista que julgo que seria enriquecedor para todos. Limitar um blog a um conjuntos de textos é na minha opinião manifestamente insuficiente. Temos capacidade para mais por isso mesmo devemos criar antes de tudo um espaço coeso de discussão com participação dos membros do blog e trocar ideias. Certamente que assim esta experiência será muito mais interessante para todos não só do ponto de vista intelectual mas também do ponto de vistas das relações pessoais.
Eduardo CardoZo.
Publicada por Eduardo CardoZo à(s) 08:04 0 comentários
Etiquetas: Eduardo Cardozo
domingo, 31 de maio de 2009
Da Parvoíce à seriedade...
... vai um saltinho muito pequenino, no que a mim diz respeito. Posso abordar assuntos extremamente sérios como situação económico-financeira portuguesa / mundial, política portuguesa / internacional como falar de futebol ( do meu puarto cuarago[ e não só ]! ), cinema, música ou livros. Poderão ver-me aqui a " aparvalhar " um bocado, mas provavelmente irão habituar-se ao 'clima'.
Quero agradecer o convite ao Mr. Connections pelo convite. Terei todo o prazer em (o)pinar (n)o blog =)
Publicada por Fabiano Micael à(s) 21:18 2 comentários
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Popularidade Europeia - sinceridade sempre!
mais baixo de sempre? Querem pior?"
Não é necessário recorrer a nenhum estudo, são os próprios políticos que o assumem.
Nota: este comentário refere-se apenas à declaração do político e não à criação do imposto propriamente dita.
Publicada por LPereira à(s) 10:43 0 comentários
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Haverá luz em Nova Iorque?
Numa altura me que a actividade cultural das cidades é mais que nunca tema de crítica por parte de quase toda a gente, julgo que é necessária uma análise detalhada de tudo o que por aí existe. Será que são as cidades que não oferecem cultura ou seremos nós que não a procuramos. Darei alguns exemplos. De grandes metrópoles a pequenas cidades para que compreendam melhor daquilo que falo. Assim vejamos:
Nova Iorque: Quando esta cidade deixar de ter actividade cultural é porque a cultura deixou de existir. Actualmente é sem dúvida a cidade mais dinâmica do mundo em actividades culturais de todo o tipo e género senão vejamos. Por dia existem mais de 5mil iniciativas de todo o tipo. Todos os minutos está algo novo a estrear. A dificuldade é mesmo calendarizar o que se quer ver de uma forma muito cuidadosa para que nada seja deixado de parte. Sinceramente acho que quando há de mais as pessoas não dão quase importância às diversas actividades. Esse neste momento é um problema grave da cidade. A quantidade de coisas que existe é tão grande que quase não há espaço para lançar uma crítica sobre o filme "A" ou sobre a peça de teatro "X" ou sobre a exposição "Y".
Porto: Fico espantado com os que dizem que o Porto não tem actividade cultural. Para a dimensão da cidade julgo que está bastante bem servido. Só para vos dar um exemplo muito simples vejamos o que acontece hoje de actividades culturais no Porto:
- Sequeira Costa com a Orquestra Nacional do Porto na casa da música
- Festa da cereja do mundo rural na Quinta da Bonjóia
- XVI Festival de Tunas do ISEP na Praça Sandeman
- Música na Tertúlia Castelense
- Teatro Wonderland
- Pasion de Buena Vista (teatro) no Coliseu do Porto
Espinho: Até uma cidade pequena como Espinho consegue todas as semanas ter pelo menos uma activdade cultural no auditório da academia. Hoje por exemplo haverá o Festival Tonalidades 2009. Estou a falar apenas de iniciativas que estão disponíveis para serem vistas na internet porque tenho a certeza que há iniciativas que não estão disponíveis online mas que as pessoas que vivem nas cidades podem ter conhecimento delas.
Chegamos ao ponto em que só vamos a uma actividade se formos chamados para ela. Não procuramos saber o que se passa, existem todos os dias a todas as horas inúmeras activdades culturais é so termos um tempo disponível e a vontade.
Não meus caros...a cultura não morreu. Nós é que parece que estamos a morrer para a cultura!
Publicada por Eduardo CardoZo à(s) 05:51 5 comentários
Etiquetas: Eduardo Cardozo
domingo, 17 de maio de 2009
Publicada por Carlos Vinagre à(s) 20:02 0 comentários
Etiquetas: carlos vinagre, Crise, economia
terça-feira, 12 de maio de 2009
Ao apresentá-lo, fazemos nossas as palavras de Agostinho da Silva, cidadão luso-brasileiro cujo pensamento inspira o M. I. L., na proposta de reorganização de Portugal e do mundo lusófono que redigiu em 1974: “A comunidade a que o propomos é o Povo não realizado que actualmente habita Portugal, a Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, o Brasil, Angola, Moçambique, Macau, Timor, e vive, como emigrante ou exilado, da Rússia ao Chile, do Canadá à Austrália” – “Proposição”, in Dispersos, Lisboa, ICALP, 1989, p. 617.
1 – O Movimento Internacional Lusófono é um movimento cultural e cívico que visa mobilizar a sociedade civil para repensar e debater amplamente o sentido e o destino de Portugal e da Comunidade Lusófona.
2 – As nações e os 240 milhões de falantes da Língua Portuguesa em todo o mundo constituem uma comunidade histórico-cultural com uma identidade, vocação e potencialidade singular, a de estabelecer pontes, mediações e diálogos entre os diferentes povos, culturas, civilizações e religiões, promovendo uma cultura da paz, da compreensão, da fraternidade e do universalismo à escala planetária.
3 – Os valores essenciais da cultura lusófona constituem, junto com os valores essenciais de outras culturas, uma alternativa viável à crise do actual ciclo de civilização economicista e tecnocrático, contribuindo, com o seu humanismo universalista e sentido cósmico da vida, para uma urgente mutação da consciência e do comportamento, que torne possível uma outra globalização, a do desenvolvimento das superiores possibilidades humanas e da harmonia ecológica, possibilitando a utilização positiva dos actuais recursos materiais e científico-tecnológicos.
4 – As pátrias e os cidadãos lusófonos devem cultivar esta consciência da sua vocação, aproximar-se e assumir-se como uma comunidade fraterna, uma frátria, aberta a todo o mundo. A comunidade lusófona deve assumir-se como uma comunidade alternativa mundial – uma pátria-mátria-frátria do espírito, a “ideia a difundir pelo mundo” de que falou Agostinho da Silva – que veicule ideias, valores e práticas tão universais e benéficas que todos os cidadãos do mundo nelas se possam reconhecer, independentemente das suas nacionalidades, línguas, culturas, religiões e ideologias. A comunidade lusófona deve assumir-se sempre na primeira linha da expansão da consciência, da luta por uma sociedade mais justa, da defesa dos valores humanos fundamentais e das causas humanitárias, da sensibilização da comunidade internacional para todas as formas de violação dos direitos humanos e dos seres vivos e do apoio concreto a todas as populações em dificuldades. Para que isso seja possível, cada nação lusófona deve começar por ser exemplo desses valores.
5 – A vocação histórico-cultural da comunidade lusófona terá expressão natural na União Lusófona, a qual, pelo aprofundamento das potencialidades da actual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, constituirá uma força alternativa mundial, a nível cultural, social, político e económico. Sem afectar a soberania dos estados e regiões nela incluídos, mas antes reforçando-a, a União Lusófona será um espaço privilegiado de interacção e solidariedade entre eles que potenciará também a afirmação de cada um nas respectivas áreas de influência e no mundo. Ou seja, no contexto da União Lusófona, a Galiza e Portugal aumentarão a sua influência ibérica e europeia, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné, Angola e Moçambique, a sua influência africana, o Brasil a sua influência no continente americano e Timor a sua influência asiática, sendo ao mesmo tempo acrescida a presença de cada um nas áreas de influência dos demais e no mundo. Sem esquecer Goa, Damão, Diu, Macau, todos os lugares onde se fale Português e onde a nossa diáspora esteja presente, os quais, embora integrados noutros estados, serão núcleos de irradiação cultural da União Lusófona.
6 – No que respeita a Portugal e à Galiza, este projecto será assumido em simultâneo com o estreitamento de relações culturais com as comunidades autónomas de Espanha, promovendo aí a cultura galaico-portuguesa e contrabalançar a influência espanhola em Portugal. O mesmo deve acontecer entre o Brasil e os países da América do Sul. Galiza, Portugal e Brasil, bem como as demais nações de língua portuguesa, devem afirmar sem complexos os valores lusófonos nas suas respectivas áreas de influência.
7 – A construção da União Lusófona, com os seus valores próprios, exige sociedades mais conscientes, livres e justas nos estados e regiões lusófonos. Em cada um desses estados e regiões, cabe às secções locais do Movimento Internacional Lusófono, dentro destes princípios essenciais e em coordenação com as dos restantes estados e regiões, apresentar e divulgar propostas concretas, adequadas a cada situação particular, pelos meios de intervenção cultural, social, cívica e política que forem mais oportunos.
***
No que respeita a Portugal, a secção portuguesa do Movimento Internacional Lusófono considera fundamentais as seguintes medidas:
I – Promover uma maior participação dos cidadãos na vida pública e política, nomeadamente em torno de um grande projecto para Portugal como o da União Lusófona, que os convoque para uma causa que transcende o imediatismo, o economicismo e os interesses dos partidos e dos grupos em luta pelo poder. Mobilizar os cidadãos indiferentes e descrentes da vida política, a enorme percentagem de abstencionistas e todos aqueles que se limitam a votar, para a responsabilidade de discutirem e criarem o melhor destino a dar à nação.
II – Sensibilizar os cidadãos e as instituições públicas e privadas para a importância e vantagens do projecto da União Lusófona, a nível cultural, social, político e económico. Promover a discussão pública desta proposta e uma cultura da consciência lusófona e universalista que enriqueça a nossa própria integração na União Europeia, tornando-nos parceiros activos na abertura da consciência europeia à cultura planetária.
III – Promover para esse fim formas alternativas de intervenção cultural, social e cívica, que permitam antecipar quanto possível a realidade desejada, sem depender dos poderes instituídos, dentro dos quadros democráticos e legais. Sem rejeitar os habituais meios de intervenção política, o Movimento Internacional Lusófono apela à e apoia a constituição de grupos cívicos ou confrarias laicas que sejam núcleos de discussão, divulgação e realização deste projecto, em Portugal e em todo o espaço lusófono, incluindo a emigração.
IV – Libertar a nossa vida mental, social e política da actual mediocridade, estagnação e submissão a interesses particularistas, partidários e dos grupos económicos, repondo-a ao serviço da cultura e de uma ética do bem comum.
V – Regenerar a democracia em Portugal, reformando o estado segundo modelos que fomentem a ampla participação política da sociedade civil. Recuperar a tradição municipalista portuguesa, promover uma regionalização e descentralização administrativa equilibradas, assegurando mecanismos de prevenção e controlo dos caciquismos locais.
VI – Assegurar o predomínio da ética e da política sobre a economia, de modo a que a produção e distribuição da riqueza vise o bem comum e a satisfação das necessidades básicas das populações. Explorar as potencialidades de formas de organização económica cujo objectivo fundamental não seja o lucro financeiro. Oferecer alternativas ao produtivismo e consumismo, fazendo do trabalho não um fim em si, mas um meio para a fruição do tempo livre de modo mais gratificante e criativo.
VII – Promover a sustentabilidade económica do país, desenvolvendo as economias locais e respeitando a harmonia ambiental.
VIII – Substituir quanto possível as energias não-renováveis (petróleo, carvão, gás natural, energia nuclear), por energias renováveis e alternativas (solar, eólica, hidráulica, marmotriz, etc.), superando o paradigma de uma economia baseada no petróleo e nos hidro-carbonetos.
IX – Dar prioridade, em todos os domínios da economia, da política e da investigação, às preocupações ambientais e ecológicas. Proteger os direitos dos animais e promover o seu cumprimento.
X – Assegurar um serviço público de saúde eficiente e acessível a todos, que inclua a possibilidade de opção por medicinas alternativas.
XI – Redignificar, com exigência, os professores e todos os profissionais ligados à educação, tornando esta e a cultura – não só tecnológica, mas filosófica, literária, artística e científica – o investimento estratégico do Orçamento de Estado e da governação. Os vários níveis de ensino visarão a formação integral da pessoa, não a sacrificando a uma mera especialização profissional. Neles haverá uma forte presença da cultura portuguesa e lusófona, bem como das várias culturas planetárias. Um português culto e bem formado deve ter uma consciência lusófona e universal, não apenas europeia-ocidental.
XII – Promover sem inibições a cultura portuguesa e lusófona no espaço internacional. Assegurar a tradução para inglês de textos fundamentais da nossa cultura e publicar, em conjunto com as nações lusófonas, uma revista bilingue, português-inglês, destinada a divulgar em todo o mundo os seus aspectos mais singulares e universais. Estreitar relações com os lusófilos estrangeiros e com todos os povos, culturas e movimentos que tenham características e projectos convergentes.
XIII – Implementar o Acordo Ortográfico, importante instrumento da consciência lusófona e da sua afirmação internacional.
XIV – Celebrar acordos com as nações lusófonas que promovam estratégias económicas conjuntas, sobretudo a nível comercial. Facilitar e proteger, mediante o levantamento das barreiras alfandegárias e fiscais, o comércio e a circulação de produtos em todo o mundo lusófono, com urgente destaque para os produtos culturais.
XV – Chegar gradualmente a um acordo que permita a livre-circulação dos cidadãos em todos os estados da comunidade lusófona.
XVI – Criar um Programa “Agostinho da Silva” que promova a circulação dos estudantes das nações lusófonas, de licenciatura e pós-graduação, nas universidades do espaço lusófono, começando por Portugal e Brasil.
Se quiser aderir a este Movimento ou formar um “Núcleo MIL”, envie-nos um mail para novaaguia@gmail.com . Visite também o nosso blogue: novaaguia.blogspot.com
Publicada por Carlos Vinagre à(s) 20:16 0 comentários
Etiquetas: movimento internacional lusófono
Prós e Contras improdutivo
Na minha opinião foi inconclusivo e pouco produtivo.
Passo a explicar o meu ponto de vista.
Um debate televisivo com 13 participantes e com a duração de aproximadamente 2 horas (já excluindo os intervalos) é incongruente. Como se esperava, não há tempo para ninguém expor as suas ideias e projectos. Fazendo uma conta simples, concluiu-se que há 9 minutos apenas para cada pessoa falar. Como é que se pode debater alguma coisa?
Passando ao "sumo" do debate, houve algumas observações que anotei, pelo menos até onde vi.
- Em primeiro lugar, não compreendo de onde surgiu a ideia lançada, salvo erro por 2 partidos, chamados pequenos, de reapostar na agricultura e na indústria. Isso é regressar ao passado! Essa aposta, tão vincada durante o Estado Novo, era na época pré terciarização e pré globalização. E essas são duas realidades incontornáveis. Todos pressupostos (sociais, económicos, culturais, mundiais, etc.) são diferentes.
- Uma das boas ideias lançadas, foi a aposta nas energias renováveis como factor de diferenciação de Portugal.
- A questão fiscal também foi levantada, não sendo consensual entre os partidos.
- Discutiu-se ainda se Portugal deveria ou não sair da União Europeia e é a velha história. A integração é muito boa quando entram fundos, mas muito má quando vem exigir o reverso da medalha. É consensual entre os candidatos que a saída não seria boa para o país.
- Nuno Melo. Perdeu uma boa % do seu reduzido tempo de fala a queixar-se da rouquidão e a pedir a palavra e acabou por não dizer quase nada que interessasse. Preocupou-se com o acessório e esqueceu-se do essencial (que era expor as suas ideias).
- Ilda Figueiredo. De longe a que melhor está dentro dos assuntos europeus e que mais demonstrou saber do que fala e o que defende.
- Paulo Rangel. Praticamente não me lembro de nada do que disse.
- Elisa Ferreira. A candidata da polémica e que reflecte o aproveitamento que alguns deputados fazem do Parlamento Europeu: "só dar o nome".
Publicada por LPereira à(s) 10:03 0 comentários
terça-feira, 5 de maio de 2009
Confusão Europeia
A um mês das eleições europeias, ninguém ainda sabe o que é que se vai votar !!!
São os próprios políticos a baralhar política europeia com a interna. Misturam o que não deveria ser misturado e mais uma vez interrogo-me para que serão estas eleições? Um convite à abstenção ou uma sondagem (ou antevisão) às legislativas? Provavelmente as duas coisas ...
Estou cada vez mais convencido que este eleição de "protocolo" é inútil e um desperdício de recursos, pois quando chega a hora das decisões, o peso do Parlamento é muito reduzido, para não dizer praticamente nenhum.
Publicada por LPereira à(s) 01:46 0 comentários
quinta-feira, 30 de abril de 2009
O porquê do meu NÃO a Sócrates...
As eleições estão em breve a chegar. As casas dos portugueses vão ser invadidas com o lixo dos mais diversos partidos, vão novamente surgir os escândalos de endividamento e financiamento ilícito de campanhas. Todos sabemos como as coisas correm. Vamos também ouvir José Sócrates do alto da sua "sabedoria" falar aos portugueses de tudo o que foi feito em prol de um Portugal melhor no seu mandato. Sócrates terá que puxar muito pela imaginação porque na realidade pouco ou nada foi feito. Não somos hoje um país melhor aquando da data da entrada do governo PS em funções. Escândalos de corrupção fortes de mais para serem ignorados atingiram bem forte o centro do governo já para não falar nos milhares de empregos que pura e simplesmente foram transformados em milhares de desempregos. A equipa de Sócrates está francamente à quem daquilo que seria esperado: os ministérios da educação, economia e obras públicas necessitam de um abanão e de uma troca de orientação. Não estejamos com meios rodeios: Os ministros destes ministérios são muito fracos e sem qualquer noção estratégica para o futuro europeu.
Para o mês de Junho temos as eleições europeias que servirão para dar um cartão amarelo ao governo Sócrates. É pena que assim seja dado que o candidato "rosa" prefigura-se como aquele que na minha opinião é o mais capaz. Continuamos a misturar Europa com política interna...triste sina esta do povo lusitano.
O triste estado a que o país chegou não tem um responsável mas vários, uma classe política que não soube conduzir devidamente os destinos deste país assim como uma classe directiva e gestora que não soube evoluir correctamente nem potencializar todos os recursos que temos disponíveis para transformar de uma maneira realmente efectiva Portugal num país que não vivesse andando a reboque da Europa comprando sempre o bilhete à última da hora para não saltar fora da última carruagem!
Publicada por Rocha, André à(s) 07:58 0 comentários
Etiquetas: André Rocha
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Reembolso de Impostos
A lei entrou em vigor este ano, e os resultados revelam uma tendência que merece ser comentada.
Câmaras com maiores DEVOLUÇÕES (14.28%)
- Castro Marim
- Manteigas
- Alcoutim
- Belmonte
- Crato
- Lisboa
- Oeiras
- Cascais
- Porto
- Coimbra
São os municípios de interior deserto, envelhecido e mais pobre que mais ajudam os seus contribuintes, dispensando, dessa forma, uma receita significativa nos seus depauperados cofres. Esta realidade é explicada pelas tentativas de fixar população nestes concelhos.
Em contrapartida, as câmaras de região da Grande Lisboa e capitais de distrito são as mais egoístas, desenvolvidas e folgadas, não dispensando esse dinheiro, sabe-se lá para aplicar em quê?
Outra consideração que estes cálculos merecem é que aparentemente estão alheios a intenções eleitoralistas. Porém, note-se que a maior parte dos eleitores não sabe da existência desta lei ...
NOTA: Cálculos de Jornal de Negócios
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=365116
Publicada por LPereira à(s) 11:02 0 comentários