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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Eleições Europeias

Li no site do "Destak" uma crónica que vai precisamente de encontro às minhas reflexões sobre as eleições europeias da autoria João César das Neves.

Passo a citar,

"As europeias são só aberrantes. Ninguém sabe para que serve o Parlamento Europeu. Os eleitores sentem a eleição sem impacto e abstêm-se ou escolhem de forma ligeira. O voto acaba inspirado por factos laterais, da crítica ao governo a campanhas particulares. (...) A culpa não é do eleitorado. É do sistema. (...) Este Parlamento Europeu, eleito desta forma irresponsável (...) A Europa é um grande projecto, mas o que mais a prejudica é o zelo e exagero dos seus partidários."

Esta opinião e o debate televisivo Prós e Contras vieram reforçar aquilo que deverão ser as eleições europeias: uma perda de tempo e de paciência a ouvir políticos a misturar política interna com a europeia ...

Vamos votar O QUÊ, EM QUEM, para AVALIAR que competências ... no fundo PARA QUÊ?

Talvez seja pela distância geográfica do centro europeu ou por falta de informação, mas quantas vezes é que ouvimos notícias relacionadas com o Parlamento Europeu no último mês? Ano? Desde as últimas eleições europeias?
A resposta é muito poucas.

Recordo-me de apenas dois casos. O dos voos da CIA, trazido a público pela eurodeputada do Partido Socialista Ana Gomes e as habituais reivindicações sociais da comunista Ilda Figueiredo ... nada mais ...

O que se sabe sim é que um formalismo imposto pela UE que apenas fazem parte do calendário eleitoral.

Espero, muito sinceramente mudar o discurso, nos próximos 44 dias.

Link: http://www.destak.pt/artigos.php?art=27460

sexta-feira, 10 de abril de 2009

"Saias muito curtas, camisolas decotadas, gangas, saltos altos, roupa interior escura, perfumes agressivos e sapatilhas" não se podem usar na Loja do Cidadão de Faro.
É caso para dizer que só faltava esta!
Não sei se é para rir, mas listar o que se pode vestir e calçar na Loja do Cidadão é um exercício complexo...
Se em vez de se estarem a preocupar com "tricas" irrelevantes, os responsáveis atentassem na lentidão, na arrogância, nos erros, na infeciência e por vezes até na incompetência dos funcionários seria bem mais produtivo e útil ao país.

Frase retirada de: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/loja-do-cidadao-mini-saias-decotes-faro-proibicao-tvi24/1056099-4071.html

terça-feira, 7 de abril de 2009

Manuel Pinho - "Por qué no te callas?"

Estou pasmado com esta declaração:
"gostava muito de não ser ministro da Economia num país com tantas dificuldades"

Foi proferida por Manuel Pinho e está disponível no IOLDiário.

Não sei se era para rir, mas conseguiu esse feito.
São precisamente esses os desabafos que os agentes económico precisam de ouvir de um Ministro da Economia!
O povo diz e com razão: quem está mal, muda-se. Se não gosta de ser ministro, que dê o lugar a quem gosta e quem se sente moralizado para mudar alguma coisa.

Perdeu uma boa oportunidade para estar calado!

Educação e endividamento

Em alturas de limitação do endividamento das autarquias, o governo português decidiu exceptuar o relacionado com o investimento na educação. Até aqui tudo bem. Porém, o facto de ser só nesta categoria é levanta algumas questões.
Um dos maiores flagelos sociais neste momento em qualquer concelho do país é o desemprego. Nessa medida, política sociais são bem vindas e necessárias. Pode-se mesmo interrogar quais são as prioridades neste momento: se as obras nas escolas, cuja necessidade e utilidade são indiscutíveis a curto/médio/longo prazo e/ou o apoio económico, social e logistico aos trabalhadores desempregados. No entanto, como toda a gente sabe, os subsidios, principalmente, os de transferência de rendimento, cuja aplicação fica ao livre arbitrio do beneficiário, nem sempre correspondem aos fins desejáveis. Porém, estou-me a referir às autarquias, que é dos orgãos políticos mais próximo dos cidadãos.
Será que o endividamento é só para o TGV e outras grandes obras públicas?

quinta-feira, 26 de março de 2009

Os preços mais baixos nos hipermercados

Os preços dos produtos em geral são mais baixos nos hipermercados dos nos super, minis ou nas mercearias, mas os volumes de vendas muito superiores, o mesmo acontecendo com os lucros.
Com a crise a apertar, o pequeno comércio sente cada vez mais dificuldades: os clientes pedem fiado e os clientes apertam.
Contudo, resolvi analisar uns dados muito interessantes, que ajudam a reflectir se aquela frase popular que diz que na crise os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
Com base nas Demonstrações Financeiras de 2007, calculei e comparei o Tempo Médio de Recebimento e Pagamento dos dois maiores grupos de distribuição em Portugal e reparem:

.......................| ..TM Recebimento ..........TM Pagamento...... | ....Diferença
Sonae ...............| ........ 10.91 dias............................121.2 dias............. |..... 110.29 dias
J. Martins .......| .........10.31 dias ..........................108.68 dias ...........| .......98.37 dias
"Mercearia" ...|..(Quando o cliente receber ordenado) ..........+- 90 dias


Dá que pensar ....
Os que mais e mais cedo recebem são os que demoram mais tempo a pagar ...
Chamo a atenção para dois pormenores: nas grandes superfícies, a maioria dos clientes pagam na hora e que estes são tempos médios e não reflectem a dispersão dos valores.
Estes prazos dilatados dos fornecedores aos grandes grupos pode ser justificado pelo facto destes serem bons clientes e de apresentar um risco reduzido de incumprimento.. Por outras palavras, a parte mais forte impõe-se à mais fraca. Por outro lado, o desfasamento temporal permite, por exemplo, às grandes companhias depositar os recebimentos num banco e tirar daí juros. Portanto, esta é uma das razões justificativas para os preços inferiores.

NOTA:
Os valores calculados resultaram da seguinte fórmula: TMR= Clientes/Vendas e Prestação de Serviços*365e TMP= Fornecedores/Compras*365, que podem ser consultados nas Demonstrações Financeiras de 2007 nos seguintes sites: http://www.sonaedistribuicao.com/ e http://www.jeronimomartins.pt.

domingo, 22 de março de 2009

Adiamento de encomenda da Venezuela

O Governo venezuelano presidido por Hugo Chávez adiou a encomenda de 50 mil casas pré-fabricadas ao grupo português Lena, por dificuldades de financiamento.
A causa é a diminuição do preço de petróleo nos mercados internacionais (a Venezuela é um dos países produtores) e as dificuldades de crédito nos mercados financeiros. Quer isto dizer , muito simplesmente, que a Venezuela não tem dinheiro para pagar à empresa portuguesa e por isso não vai poder contratar os seus serviços.
O obstáculo cada vez maior de financiamento e o agravamento da divida dos países subdesenvolvidos é mais um entrave ao seu processo de convergência e desenvolvimento, o que vem contribuir ainda mais para o seu atraso. Consequência essa que é das mais cureis da recessão económica mundial.
Por conseguinte, dadas as relações económicas e de negócios com outras economias, em concreto a portuguesa, por arrastamento, estas também saem penalizadas, pois produzem menos, e geram menos riqueza e emprego.